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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O conto de fadas da Nicki Minaj

Minaj teve uma infância difícil, assim como a maioria dos rappers, e agora quer contar para o mundo sobre a volta que deu por cima, etc. Clichê? Sim, mas ela tem direito ao seu momento e quer que ele dure pra sempre.

A músia é uma das minhas favoritas do álbum "Pink Friday" - tirando a participação irritante do Drake (alguém suporta a voz de gralha dele?) -, mas o clipe é o cúmulo da cafonice e da ostentação. Figurinos ridículos, jóias e mansões, all that pimp jazz. A única coisa que salva é quando Minaj faz suas divertidas caretas no começo:



Dear Nicki, se você quer mesmo ser diferente do resto, que tal dar o exemplo de alguém que venceu na vida e não precisa jogar isso na cara dos outros? Ao invés de depois fazer mais um rap sobre os "haters" na sua vida...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nicki Minaj e seu clipe para "Check It Out"

Eu quase nunca mencionei a Nicki Minaj por aqui, mas também só agora ela está lançando seu primeiro álbum, "Pink Friday".

Difícil ninguém ter idéia de quem ela seja, já que ela participou de uns 353 projetos de outros cantores só entre 2009 e 2010, rs. Mas, caso não saibam, ela é uma rapper louca que se considera ninja-samurai e fez as caras mais bizarras quando canta. Suas participações incluem "Up Out My Face" (Mariah Carey), "Shakin' It For Daddy" (Robin Thicke) e "Woohoo" (o single cancelado de Christina Aguilera que eu já postei aqui).

Apesar de já ter lançado vários clipes próprios, "Check It Out" foi o escolhido para promover o álbum de estréia de Minaj e conta com a participação do Will.i.am, do Black Eyed Peas:



A música é legal e, tirando a cafonice do figurino, o clipe também, mas acho ambos enjoativos. Não consigo ouvir mais de 3 vezes... Espero que "Pink Friday", que será lançado nos EUA no dia 22/11, traga músicas mais safadinhas, já que Minaj fica sempre melhor quando desce até o chão.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Bionic" surpreende e traz ótimas músicas pop

Esta semana vazou o novo álbum da Christina Aguilera, "Bionic". Muita expectativa foi criada em razão dos colaboradores anunciados pela própria cantora, como Goldfrapp, M.I.A., Santigold, Sia, Ladytron e Le Tigre. Logo, o álbum seria mais alternativo do que seus trabalhos anteriores e, até mesmo, inovador, certo? Bem, o resultado final, apesar de ser muito bom, não chega a ser nem uma coisa e nem outra.

Depois de ouví-lo por inteiro, eu diria que "Bionic" falhou em explorar o seu conceito inicial. Ele está dividido em faixas moderninhas, faixas que querem ser moderninhas e não são, baladinhas clássicas da Aguilera e outras que não se encaixam em lugar nenhum.

Parece que simplesmente jogaram um monte de música no mesmo álbum, como uma compilação. O estranho é que nem sempre parece ser Christina cantando as músicas, como se ela se adaptasse aos estilos de cada produtor com quem trabalhou. Mas, se consideradas isoladamente, as faixas surpreendem e acabam sendo muito boas em sua maioria, com produções impecáveis.

Muitos que viram o vídeo para o primeiro single "Not Myself Tonight" a acusaram de plagiar Madonna e Lady Gaga. Sim, há uma "coincidência" muito grande de figurinos, cenários e coreografias, a ponto de a própria Aguilera confessar sua "homenagem" à Rainha do Pop. Mas há também muito exagero nas acusações de plágio.

Saindo um pouco dessa polêmica, a verdade é que o primeiro single é uma das músicas mais inexpressivas do álbum e definitivamente a escolha errada como música de trabalho. É uma música que repete o conceito "não se reprima", explorado exaustivamente por todos os artistas pop desde os anos 70 e só mostra que Christina queria mesmo causar impacto em seu aguardado retorno.

Por outro lado, o álbum conta com algumas músicas excelentes e uma arte gráfica linda, feita pelo grafiteiro britânico D*Face. Na minha opinião, as 5 melhores são as seguintes:

- "Bionic": produzida pelo DJ Switch, que já produziu algumas músicas da Santigold e dá essa mesma vibe eletrônica/caribenha ao início do álbum;

- "Elastic Love": produzida pela cantora/produtora absurdinha M.I.A., famosa por "Paper Planes" e "Bucky Done Gun" (que usava um sample da Deize Tigrona), dá um tom bem electro moderninho à Christina;

- "Glam": Aguilera explora um pouco mais o electro nesta faixa que parece ter sido feita para seus fãs gays, falando de poses, glamour, moda, etc;

- "My Girls": esta conta com a participação da cantora indie Peaches e foi produzida pela banda electroclash Le Tigre. A interação entre Aguilera e Peaches ficou bem interessante nessa música que parece ter sido feita para as pistas mais bacanas e alternativas;

- "Lift Me Up": de longe a melhor balada de todas. Escrita e produzida pela Linda Perry, responsável por outros hits da Aguilera, como "Beautiful".

Mas não são apenas essas 5 que sustentam o álbum. O divertido segundo single "Woohoo" vale ouvir just for fun e as músicas "You Lost Me" e "I Am" (compostas pela cantora/compositora australiana Sia) nos lembram o grande diferencial de Aguilera para as demais: sua voz incrivelmente potente.

Todas as outras músicas, incluindo o primeiro single "Not Myself Tonight", soam como faixas feitas para dar volume ao tracklist, especialmente "Desnudate" e "Vanity" - as piores de longe.

No entando, após ouvir algumas vezes o álbum todo e relevar a falta de conexão entre as faixas, escrevo sem culpa alguma que gostei bastante do resultado. Só acho que Aguilera deveria ter explorado mais a veia eletrônica e deixado de lado, por enquanto, suas famosas baladas.

Ficamos ainda no aguardo de 5 faixas que estarão presentes na edição especial do álbum, que trazem duas colaborações prometidas e ausentes no álbum original: "Monday Morning" (Santigold) e "Birds Of Prey" (Ladytron).

Agora, Christina darling: cadê as porras das músicas escritas/produzidas pela dupla Goldfrapp?